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Barreiras à Competitividade e ao Crescimento da Indústria

Encaminho os resultados da pesquisa sobre as Barreiras à Competitividade e ao Crescimento da Indústria, que foram divulgados em matéria do jornal O Estado de São Paulo em 24/11/2018.

A seguir, os principais pontos a serem observados:

  • Na opinião da Indústria Paulista, as principais barreiras à competitividade e ao crescimento da indústria estão concentradas nos seguintes temas: tributação (83,0%); burocracia (56,7%); crédito para capital de giro (39,2%); investimentos (35,2%) e segurança jurídica (31,6%).
  • Dentro do tema tributação, ganham destaque a complexidade da legislação tributária e suas frequentes alterações (52,6%) e a quantidade de impostos diferentes que a empresa tem que pagar (50,2%). Nossa estrutura tributária desincentiva a produção e a geração de empregos, em grande medida, pela complexidade gerada pelo número elevado de impostos e contribuições que incide sobre o setor produtivo e o consumo, e gera custos adicionais e ineficiências econômicas não observados nos nossos concorrentes internacionais.
  • Dentro do tema burocracia, ganha destaque a grande quantidade de normas existentes (64,3%). Os excessivos controles e exigências e o tempo requerido com burocracia geram altos custos que atrapalham a competitividade e a eficiência no País.
  • Dentro do tema crédito para capital de giro, ganham destaque as altas taxas de juros (83,0%). O spread bancário (a diferença entre as taxas de captação e a cobrada nos juros dos financiamentos pelos bancos) do Brasil é o mais alto entre as principais economias do mundo e está muito acima, por exemplo, do spread médio de países que calculam os juros da mesma forma que o Brasil. A taxa Selic e a inadimplência recuaram nos últimos anos, na contramão do que aconteceu com os spreads, resultando nas altas taxas de juros que dificultam o financiamento da rotina da empresa (capital de giro), assim como os investimentos.
  • Enquanto alguns temas mostram a demanda da indústria por reformas estruturais que reduzam o Custo Brasil e melhorem o ambiente de negócios, o que permitiria crescimento do investimento e da produtividade, outros temas mostram a necessidade de fortalecimento do setor industrial brasileiro para que este tenha condições de competir no novo cenário tecnológico que se vislumbra com a Indústria 4.0. O desenvolvimento tecnológico no Brasil e no restante do mundo não estacionou para esperar a melhora do ambiente econômico e normativo do país. Assim, é necessário aperfeiçoar este ambiente, sem perder o foco em políticas para o desenvolvimento industrial e tecnológico, a fim de que a indústria brasileira não fique atrás nesta corrida.

Acesse aqui  o resultado completo da pesquisa.

Acesse aqui  a matéria do Jornal O Estado de São Paulo.

Fonte: José Ricardo Roriz Coelho – 2° Vice-Presidente da FIESP e do CIESP

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